Dicas

Educar não é fácil.

O caso aconteceu comigo. Atendendo uma menininha fofa de 9 anos e muito sedutora na forma de conseguir realizar todas suas vontades, quebrou o aparelho que usa pela enésima vez.

Na verdade, ela quebra toda semana. Converso com ela, explico porque não pode chupar balas, comer pipoca, mas se falo um pouco mais forte ela chora (sem lágrimas), faz bico, cruza os braços, não responde quando pergunto se tem dever de casa ou testes na escola, etc.

A bichinha é danadinha, e consegue tudo que quer assim. Se ouve um NÃO fica de bico, diz que não gosta mais de mim ou “chora” (sem lágrimas) se achar que é mais conveniente. Se sou mais incisiva sobre quebrar o aparelho, ela rapidamente muda de assunto e logo fala: “doutora eu te amo”.

Os pais não são jovenzinhos e ela filha única. A mãe veio me pedir para eu falar(brigar) com ela que não pode balas, porque está cansada de falar, blá blá blá…

Perguntei: Como ela consegue  bala? Ela sai à rua sozinha para comprar? Para comprar tem que ter dinheiro, ela tem de que maneira? Vocês acham que facilitando a vida dela, dizendo SIM para tudo, quando ela ouvir um NÃO do mundo, como esperam que ela reaja?

Pegando esse gancho, a gente quer conforto, quer sempre o prazer e evitamos de toda forma a DOR      (leia-se por dor qualquer dificuldade).

Todos temos o desejo de ser felizes. Não somos preparados nem ensinados para discernir o que é realmente SER feliz e ESTAR feliz. O mundo contemporâneo oferece “felicidades” rápidas, ilusórias, supérfluas, que perdemos por vezes, a referência do que é ser feliz.

Temos contato com centenas de seguidores nas redes sociais, mas não temos contato com nossos filhos, com as nossas emoções.

Pense nas pessoas que você conhece que são felizes, elas têm todo dinheiro do mundo? Elas vivem num mar de rosas?

O que você está passando para seu filho? Que princípios? Que valores? Que pessoa você quer que ele seja?

Lembre-se: é fácil fugir das responsabilidades (lembram que falei acima sobre fugir da DOR?).

Mas somos os únicos responsáveis por nós mesmos. Temos obrigação de ensinar isso aos nossos filhos.

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